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Blog do Adão Cândido

Sociólogo,38,Brasília/DF. Áreas de interesse: Comunicação Política e Relações Internacionais.

Postagens de Adão Cândido



  • Ciro, o quinta coluna.

    22 Comentários | Postado em 17 de julho de 2009

    Ciro Gomes se comporta como um quinta coluna, termo cunhado pelo general nacionalista espanhol, Emílio Vidal, para descrever os seus aliados que trabalhavam a favor de sua causa na cidade de Madrid, controlada pelos adversários republicanos.

    Desde então o termo é utilizado para designar aqueles que dentro de um grupo trabalham por interesses exógenos.

    Ao seu modo, Ciro Gomes tenta desagregar a oposição fazendo acenos para o

    pré- candidato tucano Aécio Neves, de que poderia desistir de sua "candidatura" à presidência, que já não existe, se o candidato fosse o mineiro. A candidatura de Ciro deixou de existir quando o presidente Lula por meio do "dedazo" indicou ao seu partido e a toda a base governista a ministra Dilma como candidata única.

    Agora, para ter uma saída honrosa da disputa presidencial, foi empurrado para ser candidato do oficialismo ao governo do estado de São Paulo, contra o PSDB do qual o governador de Minas quer ser representante.

    Aécio Neves, por sua vez, vai a cada dia se enredando mais na sua esperteza.

    Quer se apresentar como um grande agregador, mas acaba encarnando o arquétipo da velha política mineira, um dia defende Sarney no outro bajula Ciro Gomes que fala mal de Sarney e do PSDB. Sem se preocupar muito com qualquer coerência ou bom senso.

    As perguntas que ficaram no ar após a visita de Ciro Gomes ao governador mineiro, Aécio Neves, é o que este lucra com aquele? Qual dividendo político espera obter incensando um adversário de seus correligionários? Ele pretende mesmo chegar ao Planalto sem o apoio dos tucanos paulistas? Se tivesse ocorrido o oposto, Serra badalado com um candidato de oposição ao governo de Minas Gerais seria aceitável?

    Creio que não, pois esse seria o caminho mais curto para o desastre.

     



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  • O presidente Lula que, para variar, está viajando ao exterior ainda não se manifestou sobre o acidente aéreo que vitimou centenas de pessoas, entre os quais vários brasileiros. Ao contrário do presidente francês, Nicolas Sarcosy, que suspendeu a agenda para confortar as famílias. Não é a primeira vez que Lula ignora uma tragédia, ao contrário, essa tem sido a prática de todo o mandato. No acidente da TAM, só se manifestou após 3 dias, nas enchentes, sejam no sul ou no nordeste, só faz um passeio de helicóptero e promete verbas que jamais chegam.  



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  • Teceiro Mandanto é Golpe!!

    11 Comentários | Postado em 18 de maio de 2009

         Setores do PT e seus aliados não querem esperar a doença da ministra Dilma se confirmar e já começaram a armar um atentado contra a democracia brasileira.
     O PT, em sua trajetória política, nunca demonstrou nenhum compromisso com a democracia. Seja por causa dos grupos de ex-guerrilheiros que  o formaram juntamente com a ala militante da igreja e alguns intelectuais ou seja pela sua postura reacionária nos momentos decisivos da abertura democrática.
     Quem não se lembra dos votos do PT no colégio eleitoral contra Trancredo?
     Quem não lembra do PT ao final da Constituinte de 1988 que não quis assiná-la?
     Quem pode esquecer da recusa petista em participar do Governo Itamar, o que levou a expulsão de Luiza Erundina do partido?
     Recentemente, no governo Lula, assistimos ao PT montar o maior sistema de corrupção da história republicana para poder comprar os votos dos deputados sem passar por negociações com os partidos: o mensalão.
     Esses são alguns exemplos do que o PT é capaz de fazer para atingir ser objetivos, sem nunca se importar com o custo para o país de tais escolhas.
     Agora com a candidata oficial atingida pela fatalidade de um câncer os petistas voltam a desfraldar a bandeira golpista de mudar a constituição para permitir ao Lula se manter no poder.
     A desfaçatez é tanta que apresentam a possibilidade validar a decisão através de um referendum, como algo democrático. Isso não passa de um estratagema batido de usar o processo democrático para solapar a própria democracia, como fazem alguns personagens de triste memória como Hitler na Alemanha e Chavez na vizinha Venezuela.
     No Brasil, a mobilização dos setores democráticos já conseguiu barrar um golpe. Foi em 1961, quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, os setores reacionários queriam impedir a posse do vice-presidente João Goulart. Os setores democráticos, liderados por Leonel Brizola, organizaram a partir de Porto Alegre a Cadeia da Legalidade, uma rede de transmissoras de rádios que defendiam a Constituição e que acabaram por prevaler.
     No Brasil atual é impensável que essa versão moderna do golpismo não receba tratamento idêntico dos verdadeiros democratas.

       



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  • A Reforma Política 1

    11 Comentários | Postado em 12 de maio de 2009

    Há uma aliança expúria entre os jornalistas políticos e o baixo clero da Câmara dos Deputados contra as medidas que devem ser votadas para dar início a Reforma Política: voto em lista e financiamento público. É como se os comentaristas políticos defendessem o “status quo” para poder continuar contando com uma inesgotável fonte de matéria prima para suas colunas diárias.
     Baseados em argumentos irracionais e muitas vezes populistas que vicejam na imagem degradada dos políticos eles acabam legitimando o atual sistema de escolha de nossos parlamentares  que já deu inúmeras provas de seu esgotamento como forma de estabelecer a representatividade política no Brasil.

     



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  • O Novo Objeto de Desejo

    11 Comentários | Postado em 04 de maio de 2009

    Hoje, as edições dos jornais O Globo e o Estado de São Paulo  trazem matérias sobre um mesmo assunto, mas com atores principais diferentes e nos revelam o novo objeto de desejo das forças políticas governistas: o Ministério da Articulação Política.

              O Globo ressalta a movimentação do PT em busca desse espaço perdido. Os petistas acham que é seu direito divino ocupar a pasta que concentra todas as negociações de projetos no Congresso e principalmente as liberações de verbas e as nomeações para cargos no governo federal.

              Na matéria do Estadão é o PMDB quem protagoniza a luta pelo ministério hoje ocupado por Múcio Teixeira. Sempre insatisfeito com o seu espaço na Esplanada e se sentindo mais necessário do que nunca, com o aparecimento da doença da ministra Dilma, os pemedebistas começaram a fazer o jogo que sabem fazer melhor   -   chantagear o governo.

              Com a provável saída do atual ministro Múcio Teixeira para ocupar uma vaga no TCU precipitou-se a disputa pelo seu lugar.

              A fórmula elaborada por Lula para viabilizar a candidatura de Dilma é juntar os dois maiores partidos da base, o PT e  o PMDB. Só que no mundo real as duas legendas disputam palmo a palmo cada espaço de poder em Brasília ou nos estados.

              No Rio Grande Sul, por exemplo, o presidente do PT, Ricardo Berzoini pôs gasolina na fogueira das vaidades que já ardia na disputa pela indicação do candidato petista ao Pitatini, quando afirmou numa entrevista que não havia nada decidido sobre candidatura própria no estado e que o partido poderia apoiar a candidatura local do PMDB em troca do apoio à candidatura  de Dilma.

              Após as eleições municipais de 2008 o PMDB saiu muito forte e o PT, ao contrário, saiu muito fraco. E a cada embate dessas duas forças políticas fica mais distante a concretização do sonho presidencial de fazer a sua sucessora.



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  • Os instintos mais primitivos

    13 Comentários | Postado em 29 de abril de 2009

    Todo processo eleitoral é emocionante per si,  mas quando temperado com uma situação como a da doença da ministra Dilma pode se transformar numa disputa dramática, dentro e fora do governo. A situação inesperada em que se encontra a preferida de Lula para sucedê-lo, coloca novas variáveis na já complexa equação das próximas eleições presidencias de 2010. 

              O principal papel de Dilma foi o de estabilizar o processo sucessório.      Do ponto de vista da base governista ela ocupou um espaço de manter a perspectiva de poder de Lula, evitando o que se convenciona chamar nos EUA de “efeito do pato manco”, ou na versão tropical de “tempo do café frio”; que é quando o mandatário vê disidratado a sua capacidade de atração por estar próximo do final do mandato.

              No caso da oposição, ter de enfrentar a Dilma como candidata governista, mesmo de forma prematura, também foi uma vantagem significativa, já que a consolidação da candidatura dela esmaeceu todas as valeidades golpistas que estavam em gestação no PT.

              O sinal de interrogação sobre a possibilidade de Dilma enfrentar uma corrida pelo Palácio do Planalto recolocou essas e outras questões de volta no centro do debate político.

               A forte presença de vozes do oficialismo que se revezaram em todas as mídias para reafirmar a pré-candidatuda de ministra evendencia a situação periclitante em que a mesma se encontra.

              A doença de Dilma reacendeu os instintos mais primitivos no PT. O próprio ministro Tarso Genro, que foi preterido por Lula, na escolha para ser o candidato oficial, veio a público se dizer um entusiasta da candidatura de Dilma. Nada mais falso. Tarso só está plantando solidariedade para ver se numa eventual desistência da ministra ele colhe o apoio dela.

              Desejo sucesso a Dilma nessa fase de luta com a doença que se inicia, e espero que o assunto seja tratado com o devido respeito e responsabilidade.



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  • O portal do Estado de São Paulo destaca que as ações do BB despencaram.

    SÃO PAULO - Em mais um dia norteada pelo comportamento externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um grande destaque doméstico: a substituição do presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco Lima Neto. A notícia pegou o mercado de surpresa e a reação nos papéis não deixou dúvidas sobre a avaliação dos especialistas: as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da instituição fecharam em baixa 8,15%, depois de recuar 9% na mínima do dia.

    No mais, as notícias nos Estados Unidos serviram para impulsionar as compras no mercado doméstico, onde continuou a ser registrado ingresso de recursos estrangeiros. A Bovespa acabou a sessão em alta de 0,82%, aos 44.181,98 pontos. Na mínima do dia, atingiu os 43.706 pontos (-0,27%) e, na máxima, de 44.390 pontos (+1,29%). No mês, acumula ganho de 7,96% e, no ano, de 17,66%.

     

    O Wall Street Journal trouxe reportagem hoje na qual informava que o Tesouro norte-americano decidiu estender o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, em inglês) para seguradoras em dificuldades, o que fez com que as ações do setor avançassem e contribuíssem para um humor melhor desde cedo. As ações nas bolsas do país também subiram mais cedo por causa da compra da Centex pela Pulte Homes, do setor da construção civil.

     

    No meio da tarde, a bolsa de Nova York ensaiou uma queda, depois da divulgação da ata da última reunião do banco central norte-americano (Federal Reserve), ocorrida nos dias 17 e 18 de março. O documento revelou a redução, pelo Fed, da estimativa do PIB para o segundo semestre de 2009 e para 2010 e mostrou que os membros do comitê do Federal Reserve estiveram divididos sobre o tamanho das compras diretas de ativos lastreados em hipotecas.

     

    Mais perto do final do pregão, o Dow Jones retomou a alta e fechou em +0,61%, aos 7.837,11 pontos. S&P avançou 1,18%, aos 825,16 pontos, e Nasdaq terminou em elevação de 1,86%, aos 1.590,66 pontos.

     Mercado interno

    No Brasil, o assunto do dia foi a substituição do presidente do Banco do Brasil. A notícia foi veiculada na manchete de O Globo de hoje e confirmada ainda pela manhã pelo presidente Lula. Na entrevista para anunciar o substituto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que Lima Neto pediu para deixar o cargo há algumas semanas e afirmou que seu substituto, vice-presidência de Cartões e Novos Negócios de Varejo, Aldemir Bendine, assume o cargo com o compromisso de implementar uma política mais agressiva de aumento do crédito e ampliação da concorrência entre os bancos brasileiros. Segundo o ministro, a concorrência entre os bancos nacionais é incipiente e insatisfatória, motivo pelo qual o spread bancário é elevado.

    Em sua matéria sobre o assunto, O Globo informava que Lima Neto estaria deixando o cargo por causa dos altos spreads cobrados pela instituição. O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), avaliou que a "não adianta mudar o presidente porque isso (redução do spread) depende de uma estratégia de todo o banco". Os investidores avaliaram que a ação significa ingerência política na instituição e explicam que se a redução do spread for intensificada pela nova direção, afetará a lucratividade do banco.

    No setor bancário, do Ibovespa, apenas Bradesco PN subiu, 1,27%. Itaú PN caiu 0,14%, ON, 1,07%, BB ON, 8,15%, Nossa Caixa ON, 0,35%.



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  • "Nota à imprensa

    Oposição exige a verdade sobre demissão no Banco do Brasil

    Os líderes da Oposição vêm a público informar ao país que apresentarão requerimento junto às Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal convocando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a apresentar explicações à sociedade sobre as razões que determinaram a demissão do presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto. Todas as versões sobre o ato apresentadas até aqui por fontes do governo carecem de fundamento e de credibilidade pelas razões que se seguem:

    1) ao autorizar, por meio da Medida Provisória 443, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprar participação de instituições financeiras em dificuldades, o governo abriu a porta dos negócios sem transparência e, em decorrência, sem qualquer fiscalização, nas duas instituições;

    2) não é bom para o país que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, os dois principais bancos públicos brasileiros, realizem negócios sem licitação com instituições financeiras, empresas do ramo de seguro, previdência e capitalização, como vem acontecendo;

    3) regras frouxas para negócios do Estado, como as estabelecidas na MP 443, estão em desacordo com o princípio da probidade administrativa, princípio da Constituição que busca garantir a isenção e a impessoalidade do Poder Executivo no trato com a coisa pública;

    4) além do ministro da Fazenda, o ex-presidente do Banco do Brasil e o presidente da Caixa Econômica Federal também devem comparecer ao Congresso para explicações a respeito das operações realizadas sob a égide da MP 443.

    Brasília, 8 de abril de 2009

    Sérgio Guerra, Presidente do PSDB

    Roberto Freire, presidente do PPS

    Rodrigo Maia, Presidente do Democratas
    "



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  • Heil Hitler!!

    11 Comentários | Postado em 30 de março de 2009

    O Lula é o nosso Hitler às avessas. O líder alemão, de triste memória,  também utilizava o racismo como forma de explicar as causas das  dificuldades pelas quais passava a Alemanha nos anos 30 e 40.
    Os judeus eram seus alvos prioritários, mas a política de preconceito  era extensiva a todos os povos não “arianos”: ciganos, negros, eslavos
    e etc...
     No Brasil de 2009, o presidente Lula com sua visão torpe, culpa os  “brancos de olhos azuis” pela crise finaceira internacional. Das  muitas asneiras que o Lula já falou, essa certamente é uma das mais  perigosas.
    Lula, por mais avesso à leitura e ao estudo, deveria saber que no  Brasil o crime de rascismo é inafiançável. Na constituição de 1988 os legisladores, representando a sociedade, expressaram dessa maneira o repúdio a essa prática, colocando-a junto com outros crimes hediondos: tortura, terrorismo e tráfico de drogas.
    Toda apologia ao racismo é uma falta grave em si, porém, quando sai da boca do presidente da república de um país multiétnico como o Brasil beira a boçalidade.



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  • A Nova Beata

    11 Comentários | Postado em 06 de março de 2009


    A Dilma escolheu a data mais infeliz possível para ir à missa do Padre Marcelo Rossi.

    Na tentativa desesperada de demonstrar para todos o seu novo modelito “povão”, Dilma parece não ter refletido sobre a inconviniência de se fazer passar por beata bem no dia que a mãe e a equipe médica que salvou a vida da menina pernambucana de 9 anos, estuprada pelo padastro e grávida de gêmeos, foi excomungada pela Igreja Católica num “déjà vu” medieval..

    É assim que a candidata petista quer se legitimar com o eleitorado feminino progressista? Será que as massas de manobra da ala Carísmatica da Igreja Católica valem o abandono dos valores e bandeiras de esquerda??

    Pelo visto o praguimatismo eleitoral já está levando a nova beata para os braços da velha direita religiosa.



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