A edição da segunda semana de agosto da revista britânica “Economist”, trouxe matéria cobrando do Presidente da República do Brasil, Sr. Luis Inácio Lula da Silva, comprometimento com a democracia, como forma de evitar uma nova guerra fria na América Latina.
A cobrança advém das pitorescas lideranças latino-americanas e fatos políticos quixotescos que exibem ao mundo. Claro que as referências são o Chávez da Venezuela, o Zelaya de Honduras , o Fidel-irmão de Cuba, o Morales da Bolívia e Fernando Lugo do Paraguai.
De fato, tais líderes vivem de arroubos anti-democráticos que dizem respeito a questões de renovação de mandatos, nacionalização de atividade econômica, resistência ao processo eleitoral, à liberdade de expressão e informação e a própria dignidade da pessoa humana.
O problema da reportagem da renomada revista é que não há qualquer citação às questões da democracia interna da República brasileira, como se, pelo fato da economia brasileira ter sido a última a sentir os efeitos da crise econômica ou ainda, por ser uma das primeiras a sentir efeitos das medidas anti-cíclicas, representar que internamente vai tudo muito bem.
Ao contrário, a democracia brasileira não está fugindo à regra das demais democracias latino-americanas, nem mesmo por ter índice econômico satisfatório ou por não termos um governante que aspire renovação de mandato, para isso Zelaya serve de exemplo.
As peripécias com os recursos públicos no Brasil, mostram uma democracia enferma a ponto de produção de uma convulsão social que tem como resultado a criminalidade organizada ou desorganizada e a violência nas grandes cidades.
As peripécias com recursos públicos no Brasil, tem mostrado que ainda estamos vivendo um lampejo diário de um pesadelo vivido anos atrás, por ocasião de períodos de nossa história, momento em que as elites agrárias dominavam a nação, subjugando pessoas a ditames físicos e econômicos. Vivemos isso hoje com uma nova elite, a que tenta se manter no poder, através da nossa democracia, maquiada por índices internacionais que mostram uma dose de respeito à dignidade da pessoa humana e índice de desenvolvimento humano, só falta falar, oriundos do bolsa família. O carro chefe é um sistema eleitoral pautado em um sistema econômico que nos mantém escravos de nossas escolhas.
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